5 experimentos psicológicos bizarros que deram errado

Confira alguns desses estudos de cunho psicológico que nunca deveriam ter saído do papel e acabaram terminando das piores formas possíveis.

Ao longo da história humana, os estudos e as pesquisas foram necessários para aumentar nossos conhecimentos sobre a vida e tudo o mais que nos cerca. No ramo da medicina, por exemplo, longos períodos de estudos e experiências nada convencionais foram desenvolvidos a fim de buscar as respostas para males que afrigiam a sociedade. E, como todo mundo sabe, animais e pessoas pagaram o preço alto em nome da Ciência.

Inúmeras vidas foram perdidas em procedimentos experimentais e a tortura de bichos e pessoas (como os prisioneiros de guerra) era comum em certa época. Mesmo quem era voluntário em alguns estudos, como os que mexiam com a mente, também sofreram as consequências pela falta de preparo dos cientistas e pela ausência de recursos avançados, que pudessem ao menos reduzir os efeitos colaterais.

Confira alguns desses estudos de cunho psicológico que nunca deram certo e que foram realizados das formas mais bizarras possíveis:

#1 PRISÃO DE STANFORD

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Em 1971, o psicólogo Philip Zimbardo queria entender melhor como as pessoas agiam na hora de desempenhar seus papéis sociais. Foi então no decorrer da década de 70 que ele decidiu montar um estudo e montou sua equipe de voluntários para observar as reações. Seu grupo era formado por estudantes universitários, que durante duas semanas teriam que viver como prisioneiros e guardas, em uma prisão “simulada”.

O próximo passo do pesquisador foi atribuir aos seus voluntários os papeis de “presos e guardas”, mas sem o conhecimento de nenhum deles em particular. Os resultados foram dessa “brincadeira” foram preocupantes: estudantes universitários, em pouco dias, se transformaram em guardas sádicos ou em prisioneiros covardes e perturbados, e todos se jogavam cada vez mais fundo em seus papéis. O estudo se tornou tão preocupante para Zimbardo, que a pesquisa foi suspensa com apenas 6 dias de duração.

#2 O ESTUDO DA NEGATIVIDADE

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Em 1939, Wendell Johnson, da Universidade de Iowa, escolheu 22 crianças órfãs e 10 com gagueira, que foram separadas igualmente em 2 grupos: um com uma fonoaudióloga, que realizou terapia “positiva”, elogiando o progresso das crianças na fluência da fala; e outro com uma fonoaudióloga que, abertamente, castiga as crianças ao notar o menor erro.

Os resultados mostraram que as crianças que receberam respostas negativas foram afetadas na saúde psicológica. Além disso, em pouco tempo, esse mesmo grupo desenvolveu problemas de fala após o experimento. Em 2007, 6 das crianças órfãs foram recompensadas com uma quantia equivalente a 925 mil por danos emocionais que os 6 meses de estudos deixaram.

#3 ELEFANTE x LSD

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Em 1962, Warren Thomas, diretor de Lincoln Park Zoo, em Oklahoma, injetou 3 mil vezes a dose humana típica de LSD em um elefante chamado Tusko. O cientista investigava se a droga poderia realmente induzir ao “cio”. No entanto, a única coisa que Thomas conseguiu com sua experiência foi criar um desastre, pois Tusko morreu quase imediatamente depois de desmaiar e ter convulsões.

#4 EXPERIMENTO DE MILGRAM

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Em 1963, Stanley Milgram queria investigar se havia algo de especial sobre o povo alemão, que o fez participar do genocídio. Sob esse pretexto, o cientista preparou uma experiência em que um homem, ligado a um gerador de eletrochoque, era interrogado por inúmeras pessoas. Dessa forma, os choques aumentavam à medida em que o interrogado respondesse as perguntas de forma incorreta.

Acontece, no entanto, que o homem era um ator e os choques eram falsos, mas os participantes não sabiam disso. A parte mais assustadora de tudo é que os voluntários, que supostamente faziam as perguntas, cruelmente obedeceram às ordens do pesquisador, mesmo quando o “interrogado” implorou misericórdia.

#5 ESQUIZOFRÊNICOS SEM MEDICAÇÃO

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Em 1983, na Universidade da Califórnia, muitos esquizofrênicos medicados foram matriculados em um estudo que lhes exigia parar de tomar a medicação. A pesquisa foi feita com objetivo de conseguir novas informações aos médicos, a fim de permitir tratamentos mais avançados à doença.

Porém, o estudo não funcionou dessa forma: 90% dos pacientes tiveram a vida arruinada e tomada pelas crises de esquizofrenia. Um dos pacientes, chamado Tony Lamadrid, acabou tirando a própria vida, ao saltar de um telhado, 6 anos após o experimento, ainda sofrendo reflexos do período de pesquisas.





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